segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ananta de Poa: uma fábula contemporânea.


As meninas almodóvar desse blog são excelentes cronistas. O último e-mail de Aninha de Poa merece espaço nesse Blog. Ao final, Sammy deixa seu breve comentário, esperando que os leitores fiéis também comentem.

Capítulo Final
Oi meninas!
Sei que é redundante esse "título" p/ o e-mail, mas eu acho que sou, ou uma pessoa teimosa, ou uma anta...
Obviamente não teria outra coisa p/ falar a não ser do "henergúmeno" do Artur...
Sim, houve cenas dos próximos capítulos...
Melhor dizendo: do penúltimo capítulo...
O penúltimo capítulo geralmente é o mais esclarecedor, mais emocionante e mais esperançoso dos capítulos, enfim, o meu não podia ser diferente.
Se tiverem paciência, aqui vai mais uma historinha p/ boi dormir:
A personagem "Ananta" (Ana + anta, claro), pensava que jamais veria ou ouviria falar do Rei Antur (óbvio, se a "princesinha" é uma anta, seu reizinho não poderia ser diferente), então, numa bela tarde de sexta-feira, quando ela já começava a enxergar as coisas de uma perspectiva menos bitolada, e depois de uma estranha consulta com o belo missionário Gustav-maravilhoviski, Ananta abre a bolsa p/ pegar seus sais Free One (p/ relaxar, é claro!) e descobre uma ligação perdida em seu telefone móvel....
(pausa dramática)
Olha.
E quase não acreditando no que vê, distingue o nome Antur na tela de seu telefone móvel.
Ligo de volta?
Não ligo?
Que se dane, o que ele quer comigo?
Milhões de pensamentos orbitam a cabeça da pobre Ananta...
Ela prefere deixar as coisas como estão.
Não retorna a ligação.
Entra na sua carruagem Linha T5, Praia de Belas e deixa os pensamentos vagarem...
No corredor de seu castelo, nova ligação.
Dessa vez ela decide atender, afinal: ELE tentou DENOVO.
Comentários frívolos, muitos "como está" daqui e dali, Ananta quase vomita as palavras: "vi que tu me ligou antes, sobre o que era?"
Antur diz estar com saudades, diz querer vê-la e pergunta se pode passar em seu castelo ainda naquela noite...
Ananta pondera.
Diria ela que sim?
Diria ela que ele devesse ir p/ diabo que o carregue?
Grande tentação...
Depois de mais uma pausa dramática, Ananta responde:
"Seria bom, mas hoje estou muito cansada, cheguei agora ao meu castelo, só penso em tirar os sapatos e descansar...
Irá ficar no reino nesse final de semana?"
Antur, responde que sim.
Ananta sugere:
"Então, poderíamos combinar algo p/ amanhã."
Antur responde, um tanto decepcionado, que sim, que seria muito bom.
Ananta sente a frustração na voz de Antur e implicante, remenda:
"Essa tua frase não me foi muito convincente"
Obs.: Será que esse foi um momento "Mãe Dinah" de Anata?
Mesmo com o atraso dos Correios em enviar sua bola de cristal, Ananta teve uma premunição...
O Rei Antur confessa não saber lidar com decepções e diz que irá respeitar o desejo de Ananta, prometendo telefonar no dia seguinte para combinarem o que fariam à noite...
Mais alguns bléblés, Ananta desliga e se pôem a pensar nos inúmeros porquês daquela ligação repentina...
E num momento Scarlett Ohara, decide pensar sobre isso "amanhã"...
O amanhã chega e Ananta, agora mais empolgada com a perspectiva da noite vindoura, sente-se impulsionada a embelezar-se p/ seu reizinho.
Faz pé, mão, depilção, encharca o corpo de hidratante e, vejam só, faz chapinha nos cabelos, afinal, Antur nunca a vira de cabelos lisos e isso, pensou ela, poderia ser um "a mais" na noite.
Passa a manhã, passa a tarde, a noite chega com todo seu esplendor, o clima é perfeito (nem muito quente, nem muito frio), o relógio é inimigo, então Ananta decide sair e comprar mais sais Free One.
No passeio, pelo seu reino, Ananta percebe muitos súditos fréneticos, andando em bandos, vestindo armaduras do Grêmio e indo em direção a grande arena do Olímpico que fica nas redondezas de seu reinado.
Chega devolta a seu castelo e imediatamente liga seu oráculo Google em busca de informações.
Constata, quase estarrecida, que haveria um duelo na arena do Olímpico.
Como dois mais dois são quatro, Antur mais Grêmio é igual a: NADA DE SAIDA À NOITE!
Em posse de seu telefone móvel e de uma imensa gana, Ananta faz a fatídica ligação.
"Oi, Antur, aqui é a Ananta."
"Oi Ananta" Diz Antur, porém leia-se: "ai meu Deus, esqueci dela!"
Ananta, com pouca ou nenhuma paciência se adianta:
"Lembrei que hoje tem jogo, então liguei p/ confirmar se o nosso encontro será desmarcado."
Antur:
"Ananta, estou no Olímpico" (ouve-se balburdia no fundo da ligação)
Ela:
"Eu imaginei, por isso estou ligando"
Ele:
"Tu sabe, jogo é importante"
PAUSA EXTRA, SUPER, HIPER, MASTER DRAMÁTICA!
Aqui, para melhor visualizar a cena, lembre-se da cara do filme "O grito"
Ela:
"Eu sei o quanto é importante (se vc sentiu algum ar de ironia aqui saiba: vc está certo!), só queria confirmar contigo sobre o depois do jogo" (O que rolava nas entrelinhas: seu idiota, imbecil, canalha, está aqui do lado da minha casa e nem te passou pela cabeça ligar p/ me dizer que iria ao jogo? Seu pivete raquitico imbecil, poderia ter ligado, me convidado p/ ir ao jogo, me mandado p/ PQP, mas nem se quer lembrou disso, não é mesmo, cretino?!)
Antur:
"Eu não sei como vai estar o meu estado ao sair daqui. Então te mando uma mensagem depois."
Ananta:
"Ok, bom jogo, tchau"(leia-se: vai te F., tomara que esse Grêmio de M. perca de goleada e que tu tenha cirrose e fique solteirão, gordo, impotente, só conseguindo assistir futebol pela televisão porque as varizes não te deixarão ficar de pé num estádio novamente!)
Antur:
"A gente se fala depois, beijo...."
Bem, o resto Ananta não ouviu, pois ela desligou antes mesmo dele terminar a frase...
Nesse momento a nuvenzinha negra saiu de cima do carro da família Adams e se pôs sob a chapinha bem feita dos cabelos de Ananta...
Sentindo-se ridícula, enfurecida e estúpida, Ananta jogou-se as águas de sua ducha corona e ensaboou os cabelos até que voltassem a encaracolar...
Ao sair da sala de banho, verificou que seu telefone móvel informava uma mensagem recebida.
Eis-la:
"Ananta, desculpa, acho que bebi demais.
Vou para casa depois daqui.
Ligo amanhã p/ tentar remediar!"
Ananta ensaiou algumas respostas que Antur seria merecedor, porém, não responder nada acabou sendo a melhor resposta julgou ela.
O outro "amanhã", chegará tão rápido como chegou o "amanhã" de hoje.
Estaria Ananta ansiosa por mais esse amanhã?
Ou estaria ela a querer comer o fígado de Antur no café da tal manhã?
O antagonismo dessa história chega a ser sofrível...
Ananta morreu.
Antur será queimado numa fogueira.
Assim, ninguém viveu feliz p/ sempre nessa história.
Porém, ainda resta Fênix.
Que as cinzas de Ananta se transformem em algo melhor.
Todavia, no momento só restam cinzas...
Um mundo cinza, sentimentos cinzas, gosto de cinza na boca, cinzas...
O belo missionário, Gustav-maravilhoviski, disse, em sua última sessão, ao deparar-se com a melancolia patética de Ananta a repetir:"agora não tenho mais história alguma p/ contar"
Disse ele:
"Isso é bom, pois agora, finalmente, tu estás livre para permitir novas histórias"
Que assim seja, belo missionário...
Ficaremos torcendo por Ananta, esperando que ela ressurja das cinzas em que se encontra e que venha a nos contar novas e belas histórias...
Contudo, histórias alegres, a começar por seu nome, que após a época das cinzas, há de vir diferente, assim como a protagonista desse conto...
Fim do penúltimo-último capítulo"

Sammy diz:

NEM EU ESCREVRIA MELHOR... POSSO POSTAR NO BLOG??? ESSE CONTO ESTÁ fantástico!!!!!!!!

Aninha de Poa diz:

Ah tá...

P/ me dar conselho, passar a mão na minha cabeça, ou me dizer algumas verdades NADA né?!

Escrevi esse "conto", pois precisei recorrer ao "chiste" p/ conseguir levar a coisa de maneira mais leve...

Ainda não sei quanto ao Artur.

Volta e meia penso que estou sento meio impaciente com ele, mas convenhamos...

Amiiiiiiiiigaaaaa, eu tava de chapiiiiiinhaaaaa, esperando por ele!

Eu precisava fazê-lo se sentir um pouco mal também...

Por isso agi daquela maneira no domingo...

Enfim, quanto ao "conto", depois de ter posto tudo p/ fora, achei até divertido...

hehehehe...

Ficou bonitinho, né?!

Almadóvar me entenderia, certo!

Quanto a postar... que se dane... tá no inferno, abraça o capeta!

Pode postar se quiser...

Mas, além disso, ÍSSO É TUDO O QUE TU TENS P/ ME FALAR????????????


Sammy diz:

a) Isso é coisa de Murphy.

b) Ficaria legal substituir ARTUR por ANTUR, a anta é ele.

c) Observei um ato falho na crônica, quando você refere-se ao Artur como Antur, bem no início.

d) POR COISAS COMO ESSA QUE SAMMY TORCE PARA O BOCA JUNIORS... VIVA L12!!!!!!!!!

e) Para piorar o Artur poderia ser um Argentinoantur Tudão y Sien Noción ....



Beijos e prometo voltar em breve com muita coisa boa....


Sammy.

Uma das princesas Disney, ou melhor, Almodóvar....


domingo, 24 de maio de 2009

Santa Sara Kali: A Deusa Vive!



Escrevo esse post reiterando que o paganismo sobrevive a evolução contemporânea.
Os costumes, as tradições, a essência da Deusa em nós sobrevive sempre. Enquanto eu estava processando esse post, recebo o seguinte torpedo de Aninha de POA: " Estou numa festa cigana p Santa Sarah ta lindu tu deveria estar aqui..."
Entonces Aninha, eu lembrei de Santa Sarah, e como ia esquecer?
Hoje 24 de maio comemora-se o dia de Santa Sara Kali, padroeira do povo cigano. Não irei contar lendas, apenas salientar que Sammy que pertence a todas as tribos é cigana por natureza. E não apenas pela aparência.

"Santa Sara, pelas forças das águas

Santa Sara, com seus mistérios,

possa estar sempre ao meu lado,

pela força da natureza.

Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da lua cheia,

pedimos a Senhora que esteja sempre ao nosso lado;

pela figa, pela estrela de cinco pontas;

pelos cristais que hao de brilhar sempre

em nossas vidas.

E que os inimigos nunca nos enxerguem,

como a noite escura, sem estrelas e sem luar.

A Tsara é o descanso do dia-a-dia,

A Tsara é a nossa tenda.

Santa Sara, me abençõe;

Santa Sara, me acompanhe.

Santa Sara, ilumine minha Tsara,

para que todos que batam a minha porta

eu tenha sempre uma palavra de amor e de caminho.

Santa Sara, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa,

que eu seja sempre a mesma PESSOA HUMILDE !!!"


Essa belíssima Oração é de autoria de

Ana da Cigana Natasha & Edileuza da Cigana Nazira

e está publicada na pág. VII do Livro:

"Mistérios do Povo Cigano" - Editora Pallas 3a Ediçao/1998 - Rio de Janeiro/RJ

www.editoras.com/pallas/afrobrasil


Fiz questão de postar essa bela oração para que os católicos, espiritualistas, neo-paganistas, wiccans, ateístas, umbandistas, candomblecistas, protestantes, percebam que sempre estamos falando de um espírito grandioso e feminino que intercede por nós, representado pelas águas, pelo ar, pela terra sagrada, pela fertilidade, pela mãe sagrada que acolhe e consola.


E cada povo dá o nome correto a entidade espiritual que representa essa força grandiosa da Grande Mãe.

Em todo o lugar encontramos representantes, sacerdotizas, santas, espíritos, mulheres como eu e outras que vocês conhecem que representam com honra a Grande Mãe, a maternidade, o consolo, o acalanto, a força destruidora e regeneradora, o ciclo, a roda da vida, a roda da fortuna.

Um Salve a todas as Deusas, filhas da Grande Mãe.

Um Salve ao Povo Cigano, filhos de Gaia, com sua alegria, música, sabedoria e beleza.

Um Salve a Santa Sarah Kali.

Um Salve a Nossa Senhora de Caravaggio, que é comemorada dia 26 de maio, outra representante da Deusa.

Um Salve a nós mulheres, nossa força maior que é o amor: que tudo crê, tudo perdoa, e sempre espera, conscientes de nosso poder, nossa responsabilidade e nosso dever com a Grande Mãe Gaia.

Que para tanto devemos consagrar nossa feminilidade, nossos corpos, nosso espírito.

Entregarmo-nos com nossa Soberania ao masculino, para que ele possa de fato ser Rei.


Boa Segunda a Todos!


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Anjo de Luz, Anjo de Trevas


Um Anjo veio .
Num dia ensolarado.
Mostrar que minha vida é plena.
Mostrou-me com carinho e paciência, que tudo vale a pena.
Brindou-me com sua esperança.
Iluminou meu rosto e provou a beleza de minha alma.
Aqueceu meu espírito.
Provou meu corpo.
Com a certeza de que mesmo se ele fosse embora, outro Anjo viria.
Ele foi embora, para sempre, antes que o sol mostrasse seu explendor.

Outro Anjo veio.
Numa noite de lua calma.
Mostrar que o Anjo do Sol estava certo.
Mostrou-me com carinho que jamais estaria só.
Brindou-me com a esperança.
Na escuridão conseguiu provar a beleza de minha alma.
Provou meu espírito.
Aqueceu meu corpo.
Sem nenhuma certeza de ir ou de ficar.
Ele foi embora, num dia de sol radiante, antes que a noite voltasse.
Não avisou se outro Anjo viria.
Não disse Adeus como o Anjo do Sol.
Seria eu também um Anjo?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Aprendizados de Sammy: O Egoísmo

"O choque, que o homem experimenta, do egoísmo os outros é o que muitas vezes o faz egoísta, por sentir a necessidade de colocar-se na defensiva. Notando que os outros pensam em si próprios e não nele, ei-lo levado a ocupar-se consigo, mais do que com os outros. Sirva de base às instituições sociais, às relações legais de povo a povo e de homem a homem o princípio da caridade e da fraternidade e cada um pensará menos na sua pessoa, assim veja que outros nela pensam. "(Fenelon)

"O egoísmo vem do instinto. Pode, portanto, ser astuto e sagaz, porém, nunca inteligente. " (Vinicius)


Sammy entrou em inferno astral no último dia 9. Ou seja, conforme a astrologia, o mês anterior ao nosso aniversário caracteriza nosso inferno astral.
Todavia, Sammy já deixou claro, aqui mesmo nesse Blog que não teme os infernos, pois é como Perséfone. Sammy comeu as sementes de Romã.
O tema do post de hoje é relevante, pois Sammy está se defrontando com o Egoísmo. Eu entendo muito bem sobre o tema, pois foi ele, o Egoísmo que já levou Sammy outrora ao mundo de Hades.
O caminho do egoísta é a solidão.

"O egoísmo social é um começo de sepulcro." (Victor Hugo)


Hoje Sammy quase agiu de forma egoísta por se contaminar com um egoísmo alheio. Sim eu ia fazer isso. Mas Sammy aprendeu sempre que quem pensa é o cérebro não o coração. E como não sou impulsiva, penso muito nos meus atos, resolvi refletir e pensar no meu egoísmo.
A frase de Fenelon, primeira citação desse meu post coube como uma luva e atendeu meus anseios. Sim, não posso sacrificar um belo trabalho pelo meu egoísmo.
Não posso privar as pessoas do meu riso contagiante, minha alegria de vida, da minha voz, do meu canto, da minha amizade, do meu ombro, simplesmente porque o egoísmo alheio afetou meu ser.
E também não devemos nos acomodar achando que sendo egoístas ficaremos melhores. Muito pelo contrário, acabamos nos vingando e estendendo nosso fel a quem somente nos ama, do jeito egoísta que somos.
Ser egoísta é um auto castigo.
É dar atestado de incompetência, de pessimismo, de desacreditar que existem pessoas maravilhosas que não vemos, ou que estão a surgir nas nossas vidas.
Nada é por acaso.
Quem passa em nossa vida sempre nos ensina algo.
Eu aprendi muito hoje. E estou feliz por mais uma vez, não ter sucumbido ao lado negro da força.
A minha querida amiga Bruna, meu amor sincero, minha força. Pessoa fantástica que não se permitiu contaminar com o egoísmo alheio, que foi capaz de vir a pé (o ex-marido roubou o carro dela) até minha casa consolar Sammy, com dinheirinho somente para uma carteira de cigarros...
Aos demais amigos meu carinho, obrigada por fazerem de mim um ser não egoísta. Amo vocês.
Aos amigos companheiros de canto: vocês são parte de minha família.
A alguém especial, cheio de confusão e tormentos, mas que eu amo muito, deixo essas frases:

"Diz-se que o egoísmo não sabe amar, mas também não sabe deixar-se amar." (Astolphe de Custine)

"Não se sustenta nos atos da vida o critério pessimista que só o é a dissimulação do egoísmo." (Benito Pérez Galdós)

Beijos da Sammy!







quarta-feira, 6 de maio de 2009

Qu'est-ce que signifie "apprivoiser" ? Problemas de GC...

Pessoas amadas. Pessoas queridas. Pessoas do mundo de Sammy. Antes de continuar o post, peço um attimo para duas coisas:
Coisa 1: Desculpem-me pelo sumiço necessário. Muito tumulto, Sammy precisava dormir mais, centrar-se mais e tomar decisões. Rever conceitos, organizar o mundo interior e os eus que gritavam. Não apenas meus como de outras pessoas.
Coisa 2: Parabéns ao querido Sid/Marwin pela passagem de seu aniversário. Adoraria estar aí, tomando um Chivas e comendo comida sem carne (argh..., sacrifícios para amigos...)
Buenas, acredito que o frio dos pampas está a minha porta. Minha estação predileta. De lagartear ao sol, de casaco de lã, óculos escuros - estação muito fashion - e um bom chimarrão.
Fiz algumas redescobertas. E a principal foi: que eu preciso estar inteira, integrada, para continuar sendo eu mesma.
Passando pela crise de identidade comum a qualquer ser sensível por natureza, e, principalmente, passeando pelas crises de identidade de todos os esquizóides que a mim cercam, percebi que SOU MAIS IMPORTANTE do que imaginava.
E compartilho isso com meus amigos, nesse post por um motivo bem simples. Não quero dizer que eu seja mais importante que alguém e sim que SOU IMPORTANTE, e isso basta. E talvez alguém lerá essas palavras e perceberá que também é um ser importante. Mas há um porém...
Ah, esse porém...
A crise de Sammy se deu pelo fato dela ser importante para muitas pessoas. Reconhecer isso não foi nada fácil, pois se descobre a responsabilidade que temos pelos laços que criamos.
E eu fico pensando que aí reside, através de usufruto vitalício, todos os problemas de relações humanas.
Os problemas de relações humanas existem nesse círculo vicioso: ser importante -> ser responsável ->ser importante -> ser responsável ad infinitum.
Pois ao sermos importantes, o somos não apenas para nós mesmos, e sim para quem a gente cativa, a gente se faz necessário.
E de contrapartida, como diria minha grande amiga/namu/não sabemos mais quase ex do marido, a Bruna: Geramos Carência e também sofremos de GC.
Mas o que importa? Poderá alguém dizer.
Importa e muito. Essa responsabilidade é maior do que se imagina. Matematicamente, a partir do momento em que cometemos um ato do tipo GC (Gerar Carência) - estamos criando um sistema caótico de repetições exponenciais, onde a pequena pedrinha desce pela encosta cheia de neve e provoca uma avalanche. Uma avalanche de GC. Onde o ser que sofre o ato e é abandonado, acaba por repetir o processo com seus próximos, realimentando a carência coletiva.
É isso minha gente. Vivemos num mundo completamente carente de tanto as pessoas importantes gerarem carência e não alimentá-la mais. Gerar carência por gerar é uma forma de contaminar o ambiente com lixo. Os carentes vão fazendo mais carentes. E a equação de GC, que tenderia ao infinito positivo, acaba esbarrando no limite inexistente da divisão por zero. Ou seja: sem saída. Em suma: looping.
Nesse período de ausência virtual, dediquei-me um pouco mais a determinadas coisas e pessoas. E percebi que eu simplesmente não poderia me afastar de nada em prol do que quer que fosse. Com muita satisfação, percebi que meus amigos são meus amigos de poucos meses e de muitas décadas. Alguns de alguns milênios. (os milenares geralmente são complexos, esquizóides e muito confusos....)
Que pessoas que estavam longe aparecem de tempos em tempos e requerem um attimo meu. E elas tem esse direito. E eu tenho a obrigação de dar o quinhão de atenção a elas.
A frase do título do post foi retirada do livro Le Petit Prince, de Saint-Exupéry.
E lendo o trecho abaixo, percebe-se que ele concorda com Sammy, ao demonstrar o quanto somos importantes e com isso tornamos os outros importantes...
Fica aqui o questionamento de Sammy a todos: porque Gerar Carência pura e simplesmente? Para que plantar rosas se não são capazes de cultivá-las?
Se são incapazes de compartilhar?
Lembrei-me de uma reportagem sobre um grupo de amantes de orquídeas que recolhiam orquídeas dos lixos. Podavam, cuidavam e criaram um belo jardim de orquídeas abandonadas. Simplesmente porque os donos de orquídeas não sabiam podá-las, elas deixavam de dar flores, eles as desprezavam e compravam outras em seu lugar, que teriam o mesmo destino das anteriores. Eram seres incapazes de ter orquídeas. E seria tão simples entender as orquídeas...
Não abandonem suas orquídeas, pois o problema está na sua forma de agir e não nelas.
Cultive, cuide, alimente, nutra, dê luz.
São elas que enfeitarão sua vida.
São os amigos que mostrarão as belezas de se viver.
São esses amigos orquídeas que tornam você importante, porque você os torna importantes.
E num momento determinado, esse amor será maior.
Economize seu tempo com flores novas e cuide bem das que você já tem.
Caso contrário, nunca terá nada no seu jardim, pois você não espera que elas crescam...
Seja paciente e aproveite cada detalhe.
Não se antecipe.
Não tema as rosas.
Não tema as orquídeas.
Não tema os amigos.
Não tema AMAR e SER AMADO.
Não tema Ser AMOR!

Qu'est-ce que signifie "apprivoiser" ?

..."

si tu m'apprivoises, ma vie sera comme ensoleillée.
Je connaîtrai un bruit de pas qui sera différent de tous les autres.
Les autres pas me font rentrer sur terre.
Le tien m'appellera hors du terrier, comme une musique.
Et puis regarde! Tu vois là-bas, les champs de blé?
Je ne mange pas de pain. Le blé pour moi est inutile.
Les champs de blé ne me rappellent rien. Et ça, c'est triste!
Mais tu as des cheveux couleur d'or.
Alors ce sera merveilleux quand tu m'auras apprivoisé!
Le blé qui est doré, me fera souvenir de toi.
Et j'aimerai le bruit du vent dans le blé...

Le renard se tut et regard longtemps le petit prince :

S'il te plaìt... apprivoise-moi, dit-il.

Je veux bien, répondit le petit prince, mais je n'ai pas beaucoup de temps.
J'ai des amis à découvrir et beaucoup de choses à connaìtre.

On ne connaìt que les choses que l'on apprivoise, dit le renard.
Les hommes n'ont plus le temps de rien connaìtre.
Ils achètent des choses toutes faites chez les marchands.
Mais comme il n'existe point de marchands d'amis,
les hommes n'ont plus d'amis....

Voici mon secret. Il est très simple:
on ne voit bien qu'avec le coeur.
L'essentiel est invisible pour les yeux.

L'essentiel est invisible pour les yeux,
répéta le petit prince, afin de se souvenir.

C'est le temps que tu as perdu pour ta rose qui fait ta rose si importante.

C'est le temps que j'ai perdu pour ma rose...
fit le petit prince, afin de se souvenir.

Les hommes ont oublié cette vérité, dit le renard.
Mais tu ne dois pas l'oublier.
Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé.
Tu es responsable de ta rose...

Je suis responsable de ma rose..."
répéta le petit prince, afin de se souvenir.

Si tu veux un ami, apprivoise-moi!"


Beijão de Sammy a todas as rosas e orquídeas do jardim.

domingo, 19 de abril de 2009

Minha tribo: humanidade. Minha pátria: Planeta Terra.



"Reloj de campanas, tócame las horas, para que despierten las mujeres todas. Porque si despiertan todas las mujeres irán recobrando, sus grandes poderes. Reloj de campanas, tócame de prisa, para que despierten las sacerdotisas. La que lleva el aire, la que lleva el agua, la que lleva ofrendas a la pacha mama. La que lleva el fuego nuestra madre tierra, que eso necesita la mujer guerrera. Reloj de campanas, tócame las horas, para que despierten las mujeres todas. Porque nuestra Tierra, Gaia, necesita, que canten y bailen al son de la risa"

Hoje, dia 19 de abril, Dia do Índio, chuvoso e frio de outono gaúcho.
Abro esse post com uma canção, recebida da Nati, menina bruxônica linda, que se encontra no México.
Nesse dia de índio, Sammy pensou, pensou muito sobre esse lado tribal de Sammy, tão forte e tão presente.
O lado Tribal que faz Sammy gostar de ser matriarca, de ser bruxa, de valorizar a Grande Mãe. De ser mulher plena, com seus ideais.
Ao mesmo tempo que Sammy é Tribal, e como disse o amigo Ivan: estilo galinha que gosta de seus pintinhos embaixo das asas. Sammy nunca fica sozinha, porque a tribo de Sammy é global.
Sammy tem tribo onde for. Seja aqui, seja fora do Brasil. Sammy encontra pouso, encontra acolhida, acolhe também onde quer que vá.
É tão maravilhoso isso. Reconhecer-se como parte de tudo e de todos.
Na Sexta trabalhei bastante, e deu tempo de visitar uma amiga bruxônica, que mora perto da Jana. A Fátima, lindona, descendente de egípcios e com um pé na Jordânia (ou seria Palestina?).
Tomamos café: Sammy, Bruna, Jana e Fátima. Íamos fazer a vacina da febre amarela. Essa cidade está terrivelmente apocalíptica, parece que as pragas do Egito vieram para cá. Ou seria Murphy? Pois bem: Murphy entrou em cena e vacina somente na segunda. Sammy não vai fazer. Azar essa tal de febre amarela silvestre. O Lindão/Bonitão/Tudão também disse que não vai fazer, pois não fica doente e não toma nem aspirina há uns dois anos. Em fim, o chá com minha amiga bruxônica foi "ótemo". Recebemos visita da vigilância sanitária. Sim, tem foco de raiva no bairro da Jana. (Ainda bem que não moro mais lá. rsrsrsrs).
Mico da Jana: Sair correndo da cozinha gritando aos moços da vacina da raiva: eu preciso de vacina. Sim, pessoas, ela fez isso. Achamos que ela tinha "achado" que era vacina da febre amarela, mas não, ela queria vacinas para os cachorros dela.
Os rapazes tomaram café com a gente e sairam. Levamos Jana em casa para aplicar a vacina.
A noite ensaio de coral, jantar com a Namu Bruna e com o Lindo Tudo.
Sammy se divertiu muito. Precisava, pois meu lado workaholic está a mil. Noite lindona, matei saudades do Lindão que estava fora. Por isso pularemos para sábado a tarde.
Apartamento de Bruna. Lindo Tudo deixa Sammy lá a tarde. (Desculpa não te ajudar de manhã, Namu, mas foi por uma causa estilo Tudão, você entende, né?).
Jantamos camarão lá. Gente eu não sirvo para descascar camarão, "disculpa" Namu Bruna. Em compensação brinquei um montão com o Pedrinho. A noite: jantar no apartamento de Bruna. Convidados: Jana e Thiago, Sammy (Lindão não pode ir, ainda bem, porque ia passar fome. Fora o camarão, o resto do cardápio era composto de coisas que nascem de plantas, ou seja, nada que ele coma), Nelci e Neusa.
Hoje, o programa de Sammy foi visitar a I Feira Internacional de Artesanato de Caxias do Sul/RS - Mãos da Terra.
Entonces, vai Sammy feliz de irmã da Menina Júlia. Bem isso: Sammy, Menina Júlia, Neide e Sadi pais de Menina Júlia e pais emprestados de Sammy, que hoje tinha no máximo 17 anos. rsrsrsrs. Comentário de Menina Júlia: Vamos, eu preciso de uma companhia adolescente para visitar a feira.... rsrsrsrs.
E lá vamos nós, de trancinhas, brinco de penas, pulseiras, coisa hippie, bem tribal e máquina fotográfica.
A feira estava muito bonita, bem organizada. A população estava em massa. Os estantes continham os nomes dos países de origem. O estante predileto foi o da Guatemala, com bolsas lindas bordadas. E pasmem: o da Rússsia. Ahhh, aquelas bonequinhas, caixinhas de ícones com iluminuras douradas. Miniaturas, ovos de cristal. Momento dramático: Sammy pergunta o que era algo parecido com uma arma e uma colher. O moço responde: 10! Sammy percebe: ele não entende português. Menina percebe que o Russo falava inglês. Sammy pede em Inglês e ele responde metade em inglês, metade em italiano....rsrsrsrsrs.
Pausa dramática 2: Sammy se encanta por uma pulseira de madrepérolas do estante cubano. O moço cubano fala em espanhol com Sammy. Sammy entendeu tudo, e avisa que hoje está apenas olhando. O moço cubano pede para Sammy voltar, comprar outra coisa que leva a pulseira de brinde. Sammy diz que volta.
Pausa dramática 3: Os pais de Menina Júlia se perdem de nós. Azar. Na saída a gente acha eles... rsrsrs.
Pausa dramática 4: Sammy esquece o dinheiro em casa e perde de comprar um casaco Mexicano de lã lindo com um Lobo em Jackard.
Pausa dramática 5: Sammy e Menina Júlia precisavam de uns 500 reais para comprar tudo de lindo que viram, no entanto, quem manda na cabeça de Sammy é o cérebro. Não podemos gastar, não vamos gastar. Vamos olhar e se divertir.
Resultado: Murphy apareceu por lá, quando íamos comprar fondue de chocolate com morangos. A moça chega a nós, dizendo; meninas o morango acabou de acabar. Isso mesmo: os morangos não apenas acabaram, como acabaram de acabar bem na nossa vez de comprar. Não é pleonasmo. É Murphy!
As fotos ficaram legais demais. O colorido das peças, aliados ao bom humor sarcástico de Sammy e Menina Júlia, deixaram um dia chuvoso que teria tudo para ser um programa de índio, como um dia maravilhoso de índio.
Pausa dramática: Na entrada do Pavilhão de eventos, na rampa, Sammy jura que o chão tremeu. Foi como se tivessem empurrado o chão para cima. Falei e ninguém notou. De repente fez novamente. E, novamente ninguém notou. Dentro do espaço da feira, uma senhora Guatemalteca me informa que sentiu diversos tremores durante a feira, e que, inclusive, as demais colegas somente acreditaram quando viram os brincos chacoalhando nos estantes.
Entonces, fica o alerta de Sammy: Pavilhões da festa Nacional da Uva estão com o chão tremendo. Isso faz lembrar que o local fica exatamente na área onde ocorreu o último tremor de terra da cidade, que foi notícia nacional.
Nessa foto, eu e Menina Julia de trancinhas, felizes na fila do Fondue de Chocolate e Morangos, que acabou na nossa vez de comprar...
Abaixo: Neide e Sadi, Pappys de Júlia e da Menina Amanda, que não foi junto porque é madrinha de um bebê. Aqui temos a tradição de batizar os bebês em casa, e depois se batiza na Igreja com toda a cerimônia.
Assim, Menina Amanda é Madrinha de Casa. Capisce?



Aqui a menina Júlia está de chapeuzinho.
A dona do estante fez careta, ao ver a gente experimentando coisas.
Mas a foto saiu legal...
Abaixo,pratos decorados do estante da Turquia e cristais de Istambul.





































Pulseiras e Bolsinhas Guatemaltecas.
Abaixo: Eu com vestido da Indonésia (foto torta da Menina Júlia) e a Zebrinha Heavy Metal da África.
A todos, uma excelente segunda, termino esse post trabalhando.
Beijusssssssssssss....

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Onde está Amélia? Sammy: tem Amy no meu nome...

Amélia que era mulher de verdade...
Ai, que saudades da Amy.
Como pode, mulheres leitoras do Blog, permitirem que a Amy sumisse?
Por que raios os desejos de independência feminina precisavam acabar com a Amy nossa de cada dia?
Por que, meninos do Blog, vocês permitem que o machismo deturpe a Amy, a ponto de envergonhá-los sobre o fato de que vocês amam a Amy?
Todos nós tivemos uma Amy na nossa vida. E todo mundo ama a Amy, entonces, pessoas amadas: ressucitem a Amy, por favor!!!!!
Quem disse que é vergonha gostar de limpar a casa, gostar e saber cozinhar, cuidar de crianças, cuidar do jardim, cuidar do marido, do namorado, fazer chá para servir a uma amiga e ouvir seus lamentos? Costurar um botão, fazer um bolo gostoso. Deixar roupinha do maridão arrumadinha? Quem disse que a Amy deprecia a mulher? Quem disse que a Amy não pode ser vaidosa, linda e cheirosa e trabalhar fora e fazer essas pequenas coisinhas sem jogar na cara do marido ou namorado: olha como eu me sacrifico, faço tudo sozinha...
A Amy da minha vida foi minha avó. Com ela aprendi o valor de ser Amy. De aprender crochê em palitos de fósforo. Limpar a casa e ter a cor de esmalte mais linda nas unhas impecáveis: Zazá, da Colorama.
Na escola tive formação de Amy, na sétima série, aos 13 anos, numa disciplina chamada Técnicas Domésticas: ter aulas de etiqueta, saber montar cardápios, dobrar guardanapos, puericultura - cuidados com o bebê, costuras simples, barras de calça, bainhas, cerzir. Prender botões de 1, 2 ou 4 furos. Ponto Cruz. Ponto Russo. Pintura. Trocar resistência do chuveiro. Primeiros socorros. Jardinagem. Carpintaria. Manicure e pedicure. Maquiagem. Massagem. Orçamento doméstico. Culinária... Legal que os meninos participavam igualmente. Pois deveriam ser bons maridos e nós boas esposas. A professora Laura dava nota pelo cardeno. Meu caderno era lindo. Um álbum de Amy. Tudo anotado. Tudo colado. Cada dobra de guardanapo montadinha e colada no caderno-álbum. Assim como os modelos de pontos de crochê - que eu era exemplar, pois aprendi crochê com 6 anos, nos palitos de fósforo, lembram?
Sammy achava lindo ser Amy. O pai de Sammy reclamava que a mãe de Sammy não era Amy. Ela era confusa. As vezes era outras não. A mãe de Sammy não era Amy, quando por exemplo, Sammy era Amy e cuidava da irmãzinha, arrumava a casa e só podia brincar quando tudo estivesse pronto. A mãe de Sammy aprendeu a cozinhar bem depois de casada. O pai de Sammy sabia, pois era "italiano da colônia". O pai de Sammy também ensinou que Sammy precisava ser Amy. E com muito orgulho Sammy-Amy faz hoje a polenta legítima que aprendeu com o pai. E sabe escolher e apreciar vinhos.
Com muito orgulho Sammy-Amy, aos 11 anos foi ajudar a vizinha a fazer um bolo, que a vizinha de 26 não sabia. Sammy-Amy sentiu-se uma mulher de verdade. E assim Sammy é Amy até hoje. Odeia programas de TV, mas se estão passando uma receita, ou um truque doméstico, Sammy, ou melhor a Amy, para para prestar atenção.
As pessoas as vezes criticam, mas Sammy não é a Amy do samba de Mario Lago e Ataulfo Alves. Porque aquela Amélia, não tinha a menor vaidade. E Sammy é uma Amy vaidosa. Amy que limpa a casa com salto alto e delineador. Que não usa luvas para lavar a louça, mas que aproveita o tempo de mão na água para depois de tudo, dar uma lixadinha, cortar a cúticula e pintar.
Que faz tudo rapidinho, com eficiência e eficácia, para sobrar tempo às suas coisinhas, que inclui: trabalhar, esfoliar a pele com mel, ler um bom livro, brincar com crianças. Fazer geléia de morangos e hortelã. Namorar...rsrsrsrsrs.
Sammy, como diriam os "antigos" é uma mulher para casar... (e casou mesmo, duas vezes...).
Sem essa de dizer que para ser Amy, devemos ser servis, submissas e sem estudar.
Escutem, pessoas: É possível ser Amy sem ser Neura da Limpeza. É possível ser Amy, sem ser uma mulher assexuada, que não tem tempo para o marido, que trabalhou tanto que acabaou com o tesão (mulher?!!). É possível ser Amy trabalhando fora, sim.
Para as mais "feministas", pensem em ser Amy como ter um poder. Um poder de agregar ao seu redor a família, com sua paciência de boa Amy, suas comidinhas, seus agrados, seu sorriso e seu prazer em saber que quem você ama vê a sua Amyce como ato de amor.
Ser matriarca. Ai que tudo! Adoro isso. Faz parte de minhas heranças tribais celtas. Ser a Soberana, a Sacerdotiza, a Mulher plena: mãe, irmã, amante.
Deixar a Amy aparecer é deixar a natureza feminina transbordar. Alguém (padre, no mínimo) deve ter separado a natureza feminina em: mulheres destras (Amy) e mulheres sinistras (objetos sexuais). A Maldita mania de 8 ou 80. Por isso a pobre Amy Whinehouse está desse jeito. Deixou de ser Amy, para ser Whinehouse, Cocahouse, Crackhouse - qualquer coisa Drugshouse.
Oras, eu não aceito isso. Sou Amy Vaidosa. Amy Ambidestra, literalmente.
Amy que sonhava em ser militar.
Amy como a Amelia Earhart, da foto: uma mulher de verdade, cheia de vaidade.
Acessem o link dela (no nome, viventes, sempre no nome...rsrs) e saibam mais sobre essa mulher maravilhosa que ninguém sabe onde foi parar.
Entonces: encontrem a Amy, por favor!

Beijocas da Amy, ops, Sammy, com sabor de Geléia de Morango com Hortelã, torta de chocolate e cheirinho de lírios de jardim com alecrim e amaciante de roupas!!!!